sexta-feira, 2 de julho de 2010

A REGRA DOS 3 I’S



Inovação: Actualmente pequena, a região Portuguesa não tem meios para combater pela quantidade ou pelos baixos salários. É urgente por isso a criação das oficinas de empreendedorismo (de escala global) nas escolas para que desde o 3º ciclo os alunos sejam espicaçados a criar algo de novo e a partir do ensino secundário, quer público quer privado sejam, numa disciplina obrigatória, incentivados e ensinados a criar o seu próprio projecto, a sua própria "empresa" independentemente da área.

De acordo com um estudo recente feito nos EUA, 60% dos projectos empreendedores falham na primeira tentativa. E é bom que falhem porque a próxima ideia será mais forte e mais inovadora.

O papel da escola é motivar a creatividade e a resposta à adversidade.

Os 40% que vingaram criarão trabalho que não é financiado por dívida pública. E isso é um serviço indispensável ao país.



Investimento: Segundo a visao clássica a acumulação de capital é a chave para o crescimento e desenvolvimento económico.

Para ser possível investimento é necessário que existam instituições financeiras que tenham captado poupança bastante para poderem financiar o investidor.

E para garantir este financiamento é fundamental criar incentivos para que se resolva o dilema da dupla confiança, a do financiador no creativo e do creativo no financiador.

A captação de investimento internacional depende de dois factores:

1º -Atratividade jurídica como justiça rápida e eficiente e carga burocrática baixa.

2º - Atratividade da marca Portugal.



Identidade: Um país que não acredita em si próprio não deve esperar que os outros o façam.

Mesmo que o potencial publicitado não seja real, com a captação de investimento e turismo conseguido pode ser que o venha a ser..Um efeito de Édipo...

Assim é fundamental a agregação dos valores comuns à sociedade com potencialidade de exportação (portanto fora com tristezas e pensamento destrutivo) de forma a captar turismo porque este cria relevante emprego e relevante incremento de receita fiscal maioritariamente por via do IVA.

A exportação da Marca Portugal é o produto mais importante. Temos como exemplo a Espanha que conseguiu captar 40 milhões de turistas no ano passado tendo sido o maior receptor do mundo.

As próprias regiões espanholas estão com maior projecção internacional do que Portugal.

O caminho é identificar as Marcas que devem ser exportadas e, eventualmente em colaboração com a Espanha patrocinar a marca IBERIA e a marca LATINO, que têm grande potencial de crescimento.

Para muitas e outras ideias que serão debatidas aqui no blog vejam PROJECTOFAROL:

http://projectofarol.com/site/index.php?option=com_content&view=article&id=6&Itemid=9


4 comentários:

  1. O Projecto Farol defende uma educação para a Globalização, quando o mundo se dirige rapidamente para um novo paradigma, a Globalocalização. A pressão que a escassez de petróleo irá criar nos transportes fará com que muitos dos produtos hoje produzidos do outro lado do mundo deixem de chegar a este lado a preços insignificantes, recriando a prazo um espaço de competitividade interna quer na UE quer nos EUA. Se assim não for estamos condenados aos resultados produzidos por um sistema de vasos comunicantes, onde se de um lado umas centenas de milhões enriquecem, do outro uma dezenas de milhões empobrecem a uma velocidade 10 vezes maior. A Globalocalização, ou seja a re-concentração de produção e consumo em determinadas zonas é por isso a única salvação possível para o mundo ocidental. Iremos a tempo? Não sei, mas a vontade dos povos por norma é superior á dos políticos, e começo a ver sinais de que estamos a mudar de caminhos...

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  2. Não tenho a certeza se compreendi bem o que disseste mas uma coisa me parece certa.

    Mesmo a globalização tem líderes e liderados...súbditos e monarcas

    E Portugal tem 2 saídas que se vislumbrem...Ou é educado a obedecer (que parece ser o que querem) ou é educado a pertencer a uma das lideranças...da qual faz parte por Natureza...e a qual se encontra em forte expansão.

    É escolher um caminho...que cada um livremente escolha o seu...eu já escolhi o meu

    Um abraço Carlos.

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  3. Começas por escrever que Portugal, por si só, não têm a capacidade, neste momento, para combater. Indicas para isso uma solução que seria criar "oficinas de empreendedorismo" nas escolas. No entanto, creio esqueceres-te de um factor muito importante. A instituição escola está extremamente debilitada, os professores são tidos em pouca conta e o aproveitamento escolar está cada vez pior (com grande culpa dos últimos governos). Ora, o que é que te leva a pensar que a introdução de mais uma disciplina, no caso empreendedorismo, faria com que essa mesma disciplina fosse realmente criar condições para que as futuras gerações fossem mais empreendedoras? Eu creio, sinceramente, que para uma esmagadora maioria dos alunos a inclusão de uma nova disciplina seria vista mais como um "fardo" do que propriamente uma benesse. O problema que se enfrenta hoje não é tanto de FORMAÇÃO mas sim de EDUCAÇÃO, que são duas coisas completamente distintas, sendo que a primeira é da exclusiva responsabilidade da Escola e a segunda apesar de ser também responsabilidade da Escola é em grande parte da responsabilidade dos encarregados de educação. Antes de aumentar os programas escolares há primeiro que renovar e regenerar a instituição Escola, bem como a forma como os alunos e encarregados de educação a encaram e a todos os seus componentes.

    Quanto ao investimento, é para tal indispensável a existência de capital. Ora, como escreves e bem, para que haja meios para investir as instituições nacionais terão de captar poupança, por forma a criar fundos que possibilitem aos investidores interessados investir. Mas, para que as instituições nacionais consigam disponibilizar os capitais requeridos para a concretização dos projectos terá de se mudar a política que os governos em Portugal têm vindo a desenvolver, actualmente, embora se respeite o principio do equilíbrio formal não temos tido equilíbrio substancial, prova disso é o défice com que nos temos vindo a debater. Assim, tem sido impossível atingir um patamar onde nos fosse possível gerar super ávitos por forma a podermos canalizar o excedente para o investimento ou pura e simplesmente para a poupança. Uma vez mais, teremos primeiro de proceder a uma mudança de mentalidades e de politicas por forma a que a estratégia económico-financeira seja a mais adequadas ao país e à situação que agora vivemos e somente depois teremos a capacidade e disponibilidade financeira para proceder à criação de oportunidades de investimento.
    Quanto à atracção do investimento internacional, essa já é uma "velha guerra" e nem com "simplexes" os sucessivos governos têm tido grande êxito.

    A marca Portugal pode realmente atrair investimento e temos potencial para isso. O nosso país não fica a dever em nada a Espanha no que toca a turismo e a produtos portugueses, no entanto e como tantas outras coisas, tem sido um factor negligenciado o que nos prejudica gravemente.

    Não concordo no entanto com o que escreves, quando dizes que:

    -"Mesmo que o potencial publicitado não seja real, com a captação de investimento e turismo conseguido pode ser que o venha a ser..."

    Empolar um pouco a verdade é uma ferramenta típica do Marketing, no entanto, terá de existir algo do que é publicitado e não apenas uma esperança que esse potencial surja mais tarde. Essa seria a maneira mais rápida de afastar o investidor estrangeiro do país.

    Concluindo, a primeira revolução a levar a cabo não é politica ou económica, é sim uma revolução das mentalidades. Uma revolução interior, que cada um de nós deve levar a cabo dentro de si, percebendo que a atitude típica do português foi precisamente o que o conduziu até onde está. Chega de olhar para baixo, há que começar olhar para cima.

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  4. Muito obrigado Tiago pelo teu comentário.

    Em jeito de brincadeira costumo dizer que uma excelente solução para Portugal era reduzir o governo reduzir a média de temperaturas de Outubro a Maio em 10 graus.

    Isso sim era uma medida amiga da produtividade. Já vivi em países que tem eses graus a menos e as diferenças são notórias.

    Bem..não estando o governo aberto a essa possibilidade parece-me mesmo que temos que ir mandar uns mergulhos...ao mar

    E é exactamente aí que estamos a falhar. A única vez que fomos grandes foi quando nos mandamos ao mar para refrescar as ideias e alimentar a bravura.

    Quanto "ao potencial publicitado" não digo que não seja real. O facto é que mesmo que não fosse já teria que estar ser publicitado.

    A nossa estratégia de marketing face à da Espanha envergonha. E tendo em conta proporções não ficamos nada atrás da Espanha pois claro.

    A outra parte da estratégia passa pelos embaixadores que são todos os portugueses no estrangeiro o que dizem do país e se atraem ou não os seus peers para darem um salto a Portugal. E não o fazem.

    É necessário orgulho, vitalidade e estratégia de expansão...aliados..e um plano.

    Vamos a ele...

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